SINAIS – lições que nos despertam.

Somos criadores de histórias e somos criados por histórias.

Vivemos histórias e vivemos de histórias.

Contamos essas histórias a nós e de seguida, contamo-las ao mundo.

A nossa vida vai acontecendo e a magia vai-nos envolvendo.

Lá vamos nós, uma vezes parados outras vezes a caminhar, num caminho em que muitas pessoas se cruzam, em são mais que muitas as maravilhas e desafios que nos encontram.

Nesta caminhada, existem situações que não compreendemos, que temos dificuldade em aceitar, que temos mais resistência em ressignificar.

Existem aqueles momentos, que nos confortam e agradecemos por estarem no nosso caminho mas, existem outros, que não percebemos como encaixar neste puzzle que é a nossa vida.

Por vezes, estas situações parecem sinais, outras parecem avisos, outras parecem lembretes e outras, ainda, parecem conselhos.
É dos presentes do nosso dia-a-dia, que nos deixam confusos e sei saber que fazer que vos falo, é desse , a que não atribuímos sentido que me refiro.

Gosto de acreditar que, também estes episódios, aparentemente menos enquadrados na nossa novela, aparentemente têm um significado super importante e poderoso.
Acredito mesmo que, estes momentos, que teimamos em ignorar e resistir à verdadeira mensagem, podem ser muito favoráveis à nossa mudança, ao nosso crescimento.

Já te aconteceu veres uma situação acontecer-te e acontecer-te, repetidamente, das mais diversas maneiras, nos mais diversos contextos?
Já te pareceu que, por vezes, o universo parece guiar-nos num sentido, ainda que, nós acabemos por forçar para levar a nossa avante?

Durante imenso tempo da minha vida, acreditei que o universo é que não estava a perceber bem as minhas vontades e necessidades, que, as coisas talvez não acontecessem da maneira que eu queria, por eu não estar a ser suficientemente clara.
Sei lá… contei imensas histórias para me iludir de que o mundo talvez não estivesse a ver bem o que deveria ser o meu caminho…sim! O mundo não estava a ver…porque para mim era claro!
Então, lá fui eu criando histórias e mais histórias, para ‘justificar’ escolhas, situações e até a presença de certas pessoas na minha vida!

Foi, realmente, um momento de grande mudança, quando decidi olhar só para o que me estava a acontecer, sendo o menos parcial possível.
Foi um momento de viragem, essa altura em que me apercebi que, essas situações que não percebia e colocava de lado, que me apareciam por vezes repetidas sob as mais diversas formas, eram mensagens para mim.

No fundo, eram só mensagens e lições a que eu, repetidamente, resistia e não cedia tempo ou aceitação.
Quando essas mensagens, começaram a ser recebidas com carinho e atenção, consegui retirar delas um significado tão enriquecedor que, nesse instante, foi como se sentisse que comecei a permitir que o universo cuidasse de mim, que ele conspirasse a meu favor.

Ao contar essas histórias, que mais não eram que uma tentativa de distorcer o propósito daquelas mensagens, sinto que acabei por me condicionar uma vez que, as lições iam surgindo e eu não estava disposta a aprender, eu recusava-me a receber esse conhecimento.

Ao parar de resistir, ao ler, escutar e sentir estes sinais que me iam chegando e alertando para o que acontecia no meu mundo, pequenas mudanças foram acontecendo e tudo começou a fluir.

Foi como se tivesse despertado para uma nova realidade (e acordei mesmo).
Foi o escrever de um novo livro.
Foi o aprender com estas pequenas (grandes) lições.
Foi o ficar desperta para as pistas que todos dos dias (e a todas a hora) nos vão chegando.
Foi o agradecer as setas no caminho, o ter um destino comum.
Foi o aceitar que ninguém nem nada está contra mim, que há vários caminhos para o sucesso (felicidade!) e que, quer eu como o universo, caminhamos no mesmo sentido, no sentido da minha melhor versão.