TEMPO – a magia do agora.

Hoje, venho dedicar este nosso momento, a essa pequena palavrinha, que é sempre tema de conversa, que nos acompanha sempre na nossa viagem!

Ora falamos do tempo que temos como da falta dele, ora falamos da importância que tem, como da gestão que fazemos dele.

Consegues imaginar a vida a acontecer numa linha de tempo? em que anotamos os marcos importantes?
Parece-me que, conseguimos até, se quisermos, imaginar agora, a nossa vida apresentada nessa mesma predisposição. Ver distribuídos por essa linha, aqueles momentos que foram top e aqueles que foram mais desafiantes.

Quão longa é a tua linha do tempo?
Como gostas de olhar para a história da tua vida até agora, para esta série de momentos que tens colecionado e tantas vezes (demais talvez!) replicado?

Acredito que, criamos nas nossas mentes, muitas vezes a ilusão de que haverá continuidade, de que a linha vai continuar indefinidamente!
A verdade é que seguirá, certamente, connosco ou sem nós.
A verdade é que, esta ilusão de que o tempo vem num pack e que não esgotará brevemente, nos dá uma falsa sensação de que teremos tempo, de que, mais cedo ou mais tarde, surgirá um momento propício, o tal ‘momento certo’ para acontecer aquilo que queremos ter/fazer, que pretendemos mudar.

Olhamos para esta nossa linha e, conseguimos navegar por essas memórias de tudo o que já aconteceu. Recordamos, de tal forma o que experienciámos, com tamanha força e dedicação que, regressamos àquele momento vezes e vezes sem conta (seja este positivo ou negativo!).

Apegamo-nos de tal maneira ao que vivemos que, quando olhamos para os nossos pés, parece que temos pequenas correntes invisíveis a pesar-nos, que nos fazem permanecer naquele momento, que nos fazem ficar ancorados naquele pedacinho de tempo.

É como se sentíssemos, naquele bocadinho de passado, o que chamo de ‘falsa sensação de conforto’, que, apenas está relacionado com o fato de ser algo que já vimos, já tocamos.
Não é conforto, não é colo, é aquela refeição que já saboreámos, aquele postal que reconhecemos, é aquele cheiro que nos leva a sítios longínquos.
No fundo, é aquela sensação de ‘ isto eu domino; por aqui eu já passei; este olhar eu já cruzei’.

Com isto, não vemos aquele novo olhar que se cruzou na curva do costume, não reparamos naquela flor que já brotou ou naquela rua que mudou de sentido.
É curioso, como ficamos lá atrás tanto tempo do nosso agora.
É engraçado, como saltamos do agora, lá para trás e, daí, vamos para a frente! Bem para a frente (normalmente amanhã ou depois é demasiado perto!).

Aí, nesse futuro lá longe, vislumbramos um passado versão melhorada (e às vezes nem isso!).
Outras vezes, é só mesmo um filme de drama e terror sobre o já conhecido ‘mau do costume’, em que vemos como será mau acontecer, o que foi terrível lá atrás.

Que jogo estranho este que nós jogamos, certo?
E aqui? O que acontece?
O que sentimos, neste presente que temos?
O que escolhemos, neste agora?

Perdemo-nos nesta viagem e trocámos os sentidos.
Trocamos recordações por planos e retirámos do mercado as experiências.
Preferimos o que ‘foi’ e ‘há-de ser’ em vez de arriscar em ‘ser agora’.
Às vezes, até parece que criamos metas no futuro que são exatamente do tamanho das desilusões do passado, criadas à medida.

Replicamos medos com que nos cruzamos no passado e, arrastamos sonhos que, somos peritos em adiar, para um futuro longínquo.

A meta pode parecer distante mas, agora só precisamos do primeiro passo.
É esse primeiro passo, agora, que vai pôr no percurso. O momento é agora.
Tudo o que vivemos aqui e agora, é novidade, deixa-te surpreender.
Tudo o que acontece aqui e agora, é uma estreia de um novo filme, cria uma nova história.
Que, as experiências do passado, deixem em ti a vontade e entusiamo de criar agora, uma realidade diferente. Faz acontecer.

Uma coisa é certa, o agora é o nosso maior presente. Sê grato *